MENU
Home
Artigos
Acontece
Fotos
Cartuns
Loja virtual
Arte e Publicações
Projetos
Contato
Personalidades
Imprensa
Links
Vídeos
Postêres
Personagens
Entrevistas
Depoimentos
Biografia
Mérito do Rio Branco- Dia do Diplomata
ARTIGOS

Porque Narciso acha feio o que não é espelho.

24/11/2009 | Por: Maurício Pestana

Pode o negro ser racista com o próprio negro, não gostar de negro, ou de si próprio? Está é uma pergunta que sempre surge em palestras ou em discussão onde a questão racial é colocada, sobretudo no exterior quando tentamos explicar as nossas complexas relações raciais.
Recentemente em Paris, num seminário que discutia a presença do negro na mídia brasileira, essa pergunta me foi feita, pois no exterior sabe-se que no Brasil muitos negros não se assumem, fato comprovado em pesquisa, quando perguntado qual a sua cor. Surgiram aqui mais de cem denominações, tais como: marrom bombom, cor de jambo, moreno, pardo, meio tom etc.
Sempre que a tal pergunta me é deferida, explico que fatores como educação e mídia têm papel determinante nesta recusa.
Provoco continuamente a seguinte reflexão: imagine uma criança negra que, na sua primeira idade, as referências recebidas dos programas infantis sempre foram de mulheres loiras como apresentadoras e desenhos animados sem nenhum protagonismo negro. Na escola, esta criança percebe que os principais heróis, rainhas, reis e ilustrações dos livros didáticos são todos brancos. Quando começa a se informar, as revistas e propagandas, enfim, quase toda a informação que lhe chega é de um mundo branco, um mundo na qual ela não se vê, ou melhor, quando se vê está inserida em alguma tragédia como a fome na África, caos no Haiti, violência nos morros cariocas ou drama como enchentes. E mais, quando essa pessoa começa a se tornar adulta percebe que os apresentadores dos jornais não são negros, que os principais atores do cinema e da TV não são negros, que as pessoas do cenário político, público e privado em seu país não representam a sua cor e suas origens étnicas.
Ou seja, ela não se vê refletida. Fatalmente caso não tenha um bom preparo psicológico, social e uma auto-estima elevada, começara a se sentir feia, rejeitada, pois “Narciso acha feio o que não é espelho” e o negro poucas vezes se vê espelhado na vida social brasileira.
Mudar esse pacto nefasto entre educação e mídia com reflexo direto numa cultura excludente e discriminatória aqui existente tem sido uma das principais bandeiras do movimento negro brasileiro, cuja vitória mais marcante foi a aprovação há poucos anos de uma lei que obriga o ensino da história da África e de seus descendentes em todos os níveis escolares do país.
Depois da lei, as editoras de livros didáticos começaram a rever os conceitos e as antigas práticas discriminatórias na forma de abordar os heróis e a história dos afros descendentes. Se na área da educação avançamos, o que dizer da mídia brasileira, que continua apresentando o Brasil como escandinavo, no qual somos preteridos até de propaganda de papel higiênico? A falta de diálogo com esses meios nos tornaram praticamente em lados opostos e, em muitas vezes, em confronto com a mídia, principalmente com seu o pelotão de frente, os grandes jornais, revistas e emissoras de televisão.
O primeiro round deste confronto foi a avassaladora campanha que os principais órgãos de comunicação do país fizeram contra as cotas e as ações afirmativas, mesmo tendo essas ações a aprovação de mais de 70% dos brasileiros. Outro round desta batalha poderá acontecer na segunda quinzena de dezembro, onde ocorrerá, em Brasília, a Conferência Nacional de Comunicação - apelidada por alguns como a mãe de todas as conferências.
Existe uma movimentação intensa no governo, partidos políticos, movimentos sociais e empresas de comunicação, que sabem que concessões de canais de televisão assim com acesso e o modelo de comunicação no país tem que ser revisto, principalmente democratizado, com a participação daqueles que tem sido excluídos desse sistema. Cabe a nós uma mobilização extrema e não deixar que continue prevalecendo neste setor: “A força da grana que ergue e destrói coisas belas”

(*) Presidente do conselho editorial da Revista Raça Brasil



Paulo R. Duarte COMENTOU:
01/09/2010 || SP
"Glória Maria só foi eleita a jornalista mais bonita da televisão brasileira, com apoio de Hugo Chávez? Glória Maria só foi eleita a jornalista mais bonita da televisão brasileira, por causa dos movimentos negros encabeçados pela Revolução Quilombolivariana da Quilombonnq que votaram em massa em Glória Maria desestabilizando o processo natural de escolha, esta ONG recebe apoio do ditador venezuelano Hugo Chávez ,que tem uma guerra declarada contra a Rede Globo, porque a mesma critica seu governo taxando-o de antidemocrático e fascista, é impossível que esta jornalista que desgastada e afastada pela Globo,que nunca ganhou nada de beleza e é conhecida por ser antipática e já tem mais de sessenta anos, ganhar de jornalistas lindas, jovens e simpáticas, o meu comentário não e preconceituoso e nem racista, porque a jornalista âncora do SBT Joyce Ribeiro é uma negra lindíssima ,super simpática e uma das mulheres mais bonitas do Brasil, nem aparece nesta enquete,parece absurdo que a Glória Maria sempre foi questionada com rejeição pela comunidade negra por sua omissão e não engajamento ativista como Oprah Winfrey dos EUA de onde vieram então seus votos? Com certeza foi uma votação orquestrada, pois a mesma nem voto da própria família têm, com pouquíssimos amigos, segundo a imprensa especializada é visível que ouve interferência, não foi milagre e nem zebra, mas sim uma mobilização muito bem planejada pedindo para que voltassem na Gloria Maria. Eu e colegas vimos vários blogs () pedindo para votar nela, liderados pela Revolução Quilombolivariana, o que é democrático, ganhou quem mais foi votada, Dos 415.757 votos da enquete, Glória recebeu 83.151 votos, cerca de 20% do total, na frente do 2º lugar Patrícia Poeta apresentadora do Fantástico com 17,13% Fátima Bernardes: a apresentadora, editora do "Jornal Nacional" (Globo) e editora-chefe do "Globo Notícia" ficaram em 19º lugar com 0,96% dos votos, Sandra Annenberg: a apresentadora e editora-chefe do "Jornal Hoje" (Globo) recebeu 0,81% e ficou em 22º lugar e 29º lugar Cynthia Benini: a apresentadora do "Jornal do (SBT) foi a última colocada da enquete do UOL Televisão e recebeu 0,45% dos votos ,independente se ouve armação ou não, de ONGS Chavistas a internet já está acessível aos excluídos é uma arma poderosa de informação educação e inclusão e se inacreditável ou absurdo, este resultado em que Glória Maria é eleita a jornalista mais bonita da televisão brasileira, também é inacreditável e absurdo que o Brasil, que tem 55%negros e pardos de sua população de 190 milhões de habitantes , só uma negra em 29 mulheres jornalistas, e ainda dizem que no Brasil não há preconceitos,discriminação, racismo , segregação , exploração ,injustiça e desonestidade.Eu sou branco, mas não insencível "
barbara callaça COMENTOU:
13/04/2010 || DF
"oi pestana !! quando que vc vem aqui para brasília dinovo!? eu preciso de uma ajudinha! :p ME ENSINA A DESENHAR?? kkkkk njs tchau"
Leão COMENTOU:
02/12/2009 || BA
"“A força da grana que ergue e destrói coisas belas" é um pouco desse sentimento que por muita tristeza acontece justamente na minha cidade, a cidade do axé, do acarajé, das ladeiras, da cidade alta e baixa, dos tambores, dá gente bonita que dá nó em pingo d´água, que agita. O que é inconcebível em uma cidade como Salvador, o racismo o preconceito, essa coisa vil, nojenta e hostil que acaba por ofuscar o belo e o que poderia ter brilho intenso. Digo isso por viver aqui, já ter sido discriminada e também já presenciado. Uma super demostração disso com grande amplitude é o carnaval de Salvador, fico triste por isso mas é a pura verdade.Quer crer venha ver."
DEIXE SEU COMENTÁRIO
Nome:
Estado:

Email:

Mensagem:

CÓDIGO DE SEGURANÇA: 44923  
Maurício Pestana é publicitário, cartunista, escritor e roteirista com trabalhos publicados no Brasil e no exterior. Veja mais...
LANÇAMENTO
Clique para maiores detalhes!
Ver detalhes
153048 já acessaram este site| Todos os direitos reservados | Pestana Arte & Publicação | Desenvolvimento: |